terça-feira, 10 de agosto de 2010
sexta-feira, 16 de julho de 2010
16/07/2010 17h04 - Atualizado em 16/07/2010 18h57
Brasileiro no Japão poderá sacar FGTS a partir de agosto
Emigrantes poderão retirar recursos na aposentadoria e de contas inativas.
A compra da casa própria não será permitida.
Trabalhadores brasileiros no exterior poderão sacar o dinheiro das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A iniciativa será anunciada em 1º de agosto em um acordo da Caixa Econômica Federal com o Ministério das Relações Exteriores. O programa prevê que os emigrantes poderão retirar os recursos em outros países em quatro situações, como aposentadoria e conta inativa por mais de três anos. A compra da casa própria não será permitida.
A iniciativa começa em 2 de agosto no Japão, onde vivem quase 300 mil brasileiros, em sua maioria descendentes de japoneses. Trabalhadores que têm conta do FGTS poderão sacar o dinheiro em caso de aposentadoria, dispensa sem justa causa, término do contrato por tempo determinado e a inatividade da conta por mais de três anos. Em todos esses casos, os fatos geradores - como a aposentadoria ou demissão - deverão ter ocorrido no Brasil, já que só serão aceitos documentos e contratos de trabalho relativos ao País. Empregos no exterior estão sujeitos a regimes locais e, por isso, não geram benefício para o FGTS.
Situações como doença não geram o benefício no Japão pelo fato de que é necessário passar por perícia médica no INSS, o que só pode ser feito no Brasil. Outra situação que não é beneficiada é a aquisição da casa própria. A proibição acontece porque as regras existentes citam que só é permitida a compra de imóveis no Brasil. Nem mesmo quem quiser adquirir um imóvel brasileiro poderá sacar porque é necessário que a residência esteja no mesmo município de trabalho do titular da conta que, neste caso, vive fora do País.
Quem se enquadrar nessas regras, deve preencher o formulário "Solicitação de Saque FGTS" via internet (www.fgts.gov.br). Depois, o trabalhador deve levar os documentos citados na página da internet a um dos consulados que farão o atendimento nas cidades de Tóquio, Nagoia ou Hamamatsu. Os papéis serão conferidos e enviados à Caixa no Brasil. Após a liberação, o dinheiro será transferido para conta na própria Caixa ou em qualquer outra instituição financeira brasileira.
O programa no Japão é um piloto. Caixa e Itamaraty avaliarão o resultado para levar a iniciativa a outros países com grande concentração de brasileiros.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Trabalho no Brasil - Concursos

Em 2008, só o Governo Federal abriu 43 mil vagas eletivas para cargos públicos, e a procura por cursos preparatórios cresce a cada ano. A estabilidade é o grande atrativo da carreira. A Constituição Federal, no artigo de número 41, prevê a garantia da permanência do funcionário, após um prazo de três anos de trabalho, desde que ele atenda aos requisitos previstos por lei.
Os concursos públicos são divididos em grandes áreas, como fiscal, bancária, jurídica, cargos de gestão, entre outras. Há vagas que exigem formação superior, mas muitas pedem apenas primeiro ou segundo grau completo. Independentemente do órgão, as vagas são concorridas, e, portanto, os concursos exigem preparo, com horas e horas dedicadas ao estudo. É um sacrifício que pode, no final, garantir emprego e salário para a vida inteira.
Em alguns casos, é necessária uma boa formação acadêmica, investimento e dedicação. As principais carreiras estão na área de Procuradorias, Fiscal, Banco Central, BNDES, Agências Reguladoras, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento. Não deixe de se informar antes de se inscrever em algum concurso.
Dicas para quem quer prestar concurso
Passar em um concurso público, independentemente da área da vaga almejada, exige muita dedicação aos estudos. Confira algumas dicas para se dar bem
• Leva tempo para você conseguir passar em um concurso público. Para uma vaga que exige o ensino médio completo, a pessoa estuda, em média, de um a um ano e meio. Para cargos de nível superior, cerca de dois anos a dois anos e meio. Não desista na primeira tentativa e não cobre de si mesmo passar nos primeiros concursos prestados
• As pessoas que conseguem a aprovação não são geniais, mas são esforçadas e possuem disciplina. O candidato deve ser persistente
• Hoje, há muitas escolas preparatórias para concurso público, mas, para quem tem disciplina para estudar sozinho, existem também centenas de apostilas disponíveis no mercado brasileiro. Na escola ou sozinho, o importante é se dedicar aos estudos com comprometimento. Trace metas de tempo dedicado ao estudo por dia. Organize-se
• Alguns conteúdos, como português e matemática, sempre caem em provas de concurso público, independentemente do exame prestado. Estude essas matérias, mesmo que ainda não saiba o exame que irá prestar
• Mesmo assuntos com os quais você acredita ter intimidade devem ser estudados. Muitos pensam que não precisam estudar português, já que falam a língua, mas a prova dessa matéria derruba muita gente
• Se a pessoa estiver trabalhando, ela não deve abandonar o emprego para ter tempo para estudar. Isso pode gerar uma cobrança excessiva em cima de si mesmo
• Estude aquilo que caiu nas provas anteriores. Esses exames estão disponíveis no site da Central de Concursos (www.centraldeconcursos.com.br)
• Acesse sites de órgãos que realizam exames, como o da Vunesp (www.vunesp.com.br) e da Fundação Carlos Chagas (
• Concursos de prefeituras pequenas, que não são muito divulgados, possuem concorrência menor e, muitas vezes, preveem salários melhores que em concursos mais conhecidos.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Construção Civil no Brasil
Crescimento torna atrativos os papéis de construtoras
Brasil Econômico - Por Alexander Ragir/Bloomberg News
A Gafisa é negociada no preço mais baixo em 14 meses após as ações terem recuado 24% este ano. Guilherme Rebouças, administrador de recursos do Itaú Unibanco, disse que os papéis estão baratos.
"Houve momentos em que era preciso procurar ações de segunda linha, mas agora é possível comprar qualquer coisa no setor - Gafisa, Cyrela - qualquer uma," disse Rebouças, que ajuda a administrar o equivalente a US$ 10,5 bilhões em ações no Itaú, que só perde em gestão de recursos no mercado local para o Banco do Brasil.
"Todas estão baratas demais e não podem ser ignoradas", acrescentou.
A Gafisa, segunda maior construtora do país em receita, junto com PDG Realty Empreendimentos e Participações, terceira do setor, e MRV Engenharia e Participações podem se valorizar 69% até o fim do ano com o aumento médio de 33% no faturamento, disse o JPMorgan Chase & Co em relatório em 20 de maio.
As perspectivas de que a economia brasileira cresça no ritmo mais forte em 24 anos anulam as preocupações de que o aumento dos juros vai limitar a demanda, disse Eduardo Favrin, diretor de renda variável na unidade brasileira do HSBC Global Asset Management em São Paulo.
O índice do setor imobiliário da BM&FBovespa caiu 12% este ano, puxando o preço médio das empresas que compõem o índice para 10,3 vezes o lucro anunciado. A Gafisa recuou para 13 vezes o lucro reportado, a menor relação desde março de 2009.
Planos de Sam Zell
As empresas do setor de construção podem se beneficiar da decisão do bilionário americano Sam Zell de levantar US$ 500 milhões para investir em companhias do ramo imobiliário brasileiro e da Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, de entrar no setor com a compra de uma participação na unidade de construção da Odebrecth.
As ações da PDG Realty caíram 10% desde janeiro e valem 13 vezes o lucro, enquanto as da MRV perderam 17% e tem uma relação preço-lucro em 11,9, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Apenas dois dos 16 componentes do índice de construtoras da BM&FBovespa acumulam alta em 2010.
As empresas do setor residencial não estão com o melhor valor no mercado, disse Claudio Andrade, cofundador da Polo Capital Gestão de Fundos.
Os preços das casas continuam a subir no Brasil. O custo médio de um apartamento novo em São Paulo teve alta de 22%, para R$ 2.432,00 o metro quadrado nos primeiros quatro meses do ano e 51% maiores do que no mesmo período do ano passado, segundo um levantamento da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp).
domingo, 20 de junho de 2010
Falando em Economia...
Como gastar seu patrimônio, se é que realmente vale a pena
Mariana Segala (msegala@brasileconomico.com.br)
18/06/10 16:04
É justo acreditar, afinal, que ninguém economiza durante a vida toda com vistas a ser o mais rico do cemitério, lembra o planejador financeiro Andre Massaro, da consultoria MoneyFit. "Coisa de faraó", brinca. Dinheiro, ao fim e ao cabo, serve mesmo para ser gasto, não é mesmo?
Mais ou menos. Os recursos economizados para a aposentadoria são vistos pelos consultores financeiros como o conteúdo de um relicário que merece todo o cuidado possível. Desfazer-se deles é quase um sacrilégio.
"Não recomendo o gasto desenfreado. O patrimônio deve ser usado para gerar renda passiva, e não para entrar nos planos dos gastos futuros", sugere Massaro.
E não se trata de sovinice. "Não dá para brincar com a sorte", diz o consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor de Casais inteligentes enriquecem juntos".
Mesmo os mais organizados, que tenham planejado o consumo do patrimônio, estão sujeitos ao risco da longevidade, ou de viver mais do que o esperado.
Cálculos do professor Shlomo Benartzi, da Universidade da Califórnia, indicam que de cada dez pessoas que se aposentam aos 65 anos, é provável que a primeira faleça aos 69. Mas a última não deve morrer antes dos 99 anos.
"Não se mexe no principal economizado a menos que o sujeito faça as contas partindo de uma expectativa de vida muito otimista, para garantir segurança", aconselha Cerbasi.
Hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro ao nascer é de quase 73 anos. Não é o suficiente para as contas da aposentadoria.
"Quem cogitar morrer aos 85 anos possivelmente terá problemas. Para gastar o principal com segurança, é necessário considerar, nas contas, que viverá até, pelo menos, 120 anos."
Vale a pena?
Mesmo considerando vida longa nas contas, Massaro sugere uma avaliação fria da possibilidade de torrar o principal na aposentadoria.
A renda mensal adicionada ao considerar gastar o patrimônio durante a aposentadoria - no lugar de viver apenas dos rendimentos obtidos com o principal investido - não é tão grande ao ponto de valer o risco de ficar sem um tostão ao fim da vida, defende o especialista.
Em números: alguém que tenha conseguido poupar R$ 1 milhão até os 60 anos, quando decide se aposentar, e que consiga remunerar este capital a uma taxa líquida de 5% ao ano (ou de 0,4074% ao mês), consegue pagar-se um "salário" mensal de R$ 4.074,12 contando apenas com os rendimentos, sem mexer no principal.
Se, mensalmente, consumir o equivalente à rentabilidade e mais uma pequena parte do patrimônio, tendo calculado viver até os 100 anos, a renda sobe para R$ 4.748,65. A diferença não chega a R$ 700.
"Neste caso, é melhor aplicar o dinheiro e não mexer no principal", calcula Massaro.
Cerbasi concorda e sugere, inclusive, atenção para lembrar de recompor o patrimônio de acordo com o avançar da inflação.
"Não é preciso pensar em fazer o patrimônio crescer, mas não dá para escapar de repô-lo", diz. E, para tal, nada melhor que diversificar as fontes de rentabilidade.
O consultor sugere destinar o patrimônio a pelo menos três grandes grupos de investimentos.
"Um terço pode ir para uma carteira de títulos públicos, que incluam papéis corrigidos pela inflação, outro terço para ativos imobiliários, sejam imóveis físicos ou fundos, e o restante pode ser aplicado em uma carteira de ações boas pagadoras de dividendos", pondera.
