sexta-feira, 18 de junho de 2010

A diferença quando se tem uma poupança...

Vamos falar de poupança!
Não pense que é só para seu benefício, mas da economia mundial, acredite!!

Quando digo poupança, falo em âmbito nacional também. Pois a poupança que criamos (principalmente depois de anos de shigotô e principalmente de zanguyô...) fomenta a economia.

Todo crédito que oferecido é porque houve uma poupança um dia. É assim que os bancos funcionam: oferecem créditos a uma taxa de juros maior do que a ele se compromete a pagar para os que poupam. Os bancos ganham nesse momento: a diferença entre os juros (esse ganho chama-se spread). Mas, concordemos que essa movimentação faz com que todos possam circular na economia muito mais dinheiro (por isso dinheiro não pode ficar "parado").

Pois bem! A poupança que alguém faz é a dívida que alguém haverá de pagar, no sentido de crescimento da economia. Geralmente, e deveria ser sempre, a finalidade desse empréstimo do banco é a geração de renda (abrir um negócio, expandir o já existente...). O gasto com o empréstimo deve, além do pagamento da mesma, criar mais "dinheiro" (renda) para que as pessoas gastem (consumo). Esse gasto alimenta a ciranda econômica e faz tudo prosperar (se controlado a inflação...).

Um país não é nada diferente de uma pessoa física ou jurídica (falo na relação de poupança e crescimento!). Se um país, onde a maioria da sua população faz poupança, pode ofertar a outros países para que eles cresçam. Foi assim que o Brasil contraiu a dívida externa (na busca pelo crescimento). O Japão é o resultado de um bom credor mundial...

Mas, os japoneses poupam muito. E como não há para quem emprestar (digo dentro do próprio país), acaba emprestando para outros países, mas a economia interna fica estagnada (não há consumo, pois todo mundo tem o que quer e ainda guarda dinheiro).

Isso explica, de fato, a criatividade em criar "necessidades": criações mirabolantes e inovadoras, algo que possa ser desejado em massa, para que a economia continue a girar.

Portanto, um dekassegui contribui muito para o crescimento da economia: consome no Japão e poupa no Brasil!

Mas, poupe bem! E nem sempre abrir um negócio é a melhor opção.
O Brasil já possui uma estrutura econômica fortificada, com mercados consolidados.
Mas nada de desistir de um sonho de ser empresário: as novidades do primeiro mundo estão em falta aqui, e da forma como a economia segue, não falta muito para as oportunidades...

Nos próximos posts farei menções a projetos de viabilidade econômica.
E também dicas de investimentos. Nunca é demais!

Um abraço e até o próximo post!

またね!


Governo do Japão melhora avaliação da economia

O governo do Japão elevou sua avaliação da economia pela primeira vez em três meses nesta sexta-feira (18), citando maiores exportações dando suporte ao gasto corporativo e o gasto do consumidor animado por medidas de estímulo.

O governo também reiterou que irá trabalhar com o Banco do Japão (BoJ, central) para conter a deflação, sendo essa uma prioridade e diz esperar que a autoridade monetária faça esforços para combater a queda dos preços.

"O governo vai trabalhar com o Banco do Japão para lançar medidas vigorosas e esforços políticos abrangentes (para conter a deflação)", afirmou o relatório.

O relatório de junho disse ainda que a economia está recuperando-se de forma estável e que há uma base para uma retomada sustentável. No mês anterior, o governo havia dito que a economia estava em recuperação, mas que continuava frágil.

© Thomson Reuters 2010. All rights reserved.

Legendary Biru - Sapporo Beer Comercial

Olá!

Hoje assisti a esse vídeo (abaixo) e notei como a criatividade dos japoneses vai além do que esperamos (mas, em se tratar do mercado de cerveja no Brasil, a criatividade é nula... Pois, como bem sabemos, o mercado é dominado por uma empresa só...)

Veja o vídeo... E tome uma cerveja!


domingo, 9 de maio de 2010

A procura de uma profissão

Vivencie o Japão trabalhando como Coordenador de Relações Internacionais

JET Programme é a abreviatura do Programa Japonês de Intercâmbio e Ensino (The Japan Exchange and Teaching Programme) no qual jovens estrangeiros são convidados a atuar nas representações dos governos locais com o intuito de promover o enriquecimento do ensino das línguas estrangeiras, o intercâmbio cultural e a mútua compreensão entre as nações.

É um programa realizado pelas repartições públicas japonesas com o apoio dos Ministérios de Assuntos Internos e Comunicações (Soumusho), dos Negócios Estrangeiros (Gaimusho), da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (Monbukagakusho) e do Conselho das Autoridades Locais para Relações Internacionais (CLAIR).

Renovado anualmente, o JET Programme teve início em 1987. É um programa altamente reconhecido, não só pelo Japão como por vários países, como sendo um intercâmbio internacional de recursos humanos em grande escala; e há uma expectativa de que os japoneses que participam deste programa formem um network internacional com os participantes e que resultados positivos se multipliquem mundialmente.


Informações:
Local: Consulado Geral do Japão em São Paulo
Av. Paulista, 854 3º andar Ed. Top Center
http://www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/cultura_jet.htm


http://www.japao.org.br/modules/news/article.php?storyid=331

Os símbolos japoneses do Jouyou kanji

simbolos-japoneses-joyo-kanji

Como muitos leitores já devem saber, os símbolos japoneses são ideogramas que representam idéias e não palavras. Por causa disso, um mesmo símbolo japonês pode ser traduzido com palavras e significados diferentes.

Por representarem pensamentos em vêz de palavras, os símbolos japoneses se tornaram muito numerosos durante a história do Japão. Hoje, cogita-se que a quantidade de ideogramas já ultrapassem a casa dos 6.000 kanjis.

Pensando na dificuldade de aprender todos os eles, o governo japonês determinou que todas as pessoas formadas no "ensino médio" do Japão deveriam saber ler e escrever 1.945 símbolos japoneses juntamente com muitas de suas combinações, criando assim, o Jouyou Kanji ( 常用漢字 ).

Com essa decisão, indiretamente determinou-se que para ler jornais, revistas, entender programas de televisão e viver no Japão sem muitos problemas, seria necessário que todo o cidadão tivesse pleno conhecimento de todo o Jouyou kanji. E assim, os jovens japoneses passam anos de sua vida aprendendo os 1.945 símbolos japoneses, e suas variadas combinações, durante algo que seria equivalente ao nosso ensino médio brasileiro.

Símbolos japoneses fora do jouyou kanji

Como o governo japonês determinou que o Jouyou Kanji teria algo em torno de 1.945 símbolos japoneses, todo material impresso para o público japonês em geral precisaria estar limitado aos ideogramas contidos no Jouyou Kanji.

Isso aconteceu com a maioria do material informativo, como revistas, jornais, faixas, cartazes, placas e avisos no Japão. Mas um boa parte do material escrito continuou a ser publicado com os símbolos japoneses que não pertencem à lista de ideogramas do Jouyou Kanji.

Em casos assim, como espera-se que os leitores não conheçam o significado das palavras pelos ideogramas, mas conheçam o significado pela leitura ou pronúncia desses mesmos símbolos japoneses, o mundo oriental começou a utilizar um sistema conhecido como Furigana ( 振り仮名 ).

No furigana, os símbolos japoneses que não pertenciam ao Jouyou Kanji passaram a ter sua pronúncia escrita com o alfabeto hiragana, posicionados num ponto acima de cada símbolo japonês. A imagem abaixo demonstra o uso comum do furigana em letras japonesas.

simbolos-japoneses-com-furigana-superior

simbolos-japoneses-furigana-vertical

Como o uso do furigana se tornou popular entre os japoneses e estrangeiros, ele acabou por ser usado em qualquer símbolo japonês, principalmente em livros para estudantesda língua japonesa. O mais interessante é que hoje, sempre que alguém escreve uma palavra em ideogramas japoneses e imagina que o receptor da mensagem não conhece o kanji utilizado, eles usam furigana para facilitar a leitura e compreensão do símbolo,

Voltando ao foco original, ao terminar o "ensino médio" japonês, todo estudante já conhece o Jouyou Kanji. E quando começa a cursar uma faculdade, começa também a aprender mais símbolos japoneses, só que agora, esses novos ideogramas são específicos da línguagem técnica do curso superior escolhido.

Daí se tornou um erro comum entre alguns estudantes de japonês, pensar que o Jouyou Kanji é a lista de todos os ideogramas usados no Japão. Na verdade, o Jouyou Kanjis é apenas o começo do alfabeto ideográfico japonês.

Como aprender os símbolos japoneses do jouyou kanji

A idéia deste tópico não é discutir um guia completo sobre como aprender os símbolos japoneses do Jouyou Kanji, mas dar algumas dicas que podem facilitar o aprendizado de todo estudante de japonês.

A maior dificuldade de quem estuda japonês não é somente memorizar cada ideograma e seus significados, mas conseguir memorizar a ordem de cada traço também.

É que cada símbolo japonês precisa ser escrito seguindo uma ordem de traços. Em muitos casos, se a ordem dos traços for ignorada, a proporção e o formato dos ideogramas japoneses podem ficar comprometidas, gerando algo irreconhecível.

Muitos estudantes de japonês ignoram a ordem dos traços dos ideogramas, escrevendo de um modo próprio. Na minha opinião, desde que o símbolo japonês não fique "deformado", tornando-se irreconhecível, a ordem dos traços não importa muito.

Repetindo para aprender os símbolos japoneses do Jouyou Kanji

A forma mais comum de aprender os símbolos japoneses do Jouyou Kanji é através da repetição. Neste método, o estudante de japonês tenta memorizar a ordem dos traços e o significado das letras japonesas escrevendo o mesmo símbolo repetidas vezes.

Para este caso, eu escrevi um artigo contendo quatro dicas para escrever em japonês e aprender os símbolos japoneses do Jouyou kanji.

Aprendendo os símbolos japoneses do jouyou kanji com a imaginação

O segundo método, é aprender as letras japonesas, a ordem dos traços e seus signficados através da imaginação. Esta técnica consiste em dividir os símbolos japoneses em partes, onde cada parte precisa ser associada com um desenho ou imagem de nosso cotidiano.

A imagem abaixo ilustra como criar uma imagem a partir de um símbolo japonês. Para ideogramas compostos ou complexos, é necessário criar mais de uma imagem que, juntas, formam a idéia que a letra japonesa deseja transmitir.

como-aprender-simbolos-japoneses-do-jouyou-kanji

Dessa forma, todas as principais dificuldades de se aprender um símbolo japonês são superadas de forma mais fácil e rápida. Fixando e associando os símbolos japoneses diretamente com seus significados. Além disso, como cada ideograma pode ser dividido em partes, aprender a ordem dos traços dos símbolos japoneses fica muito mais fácil.

No site, existe um artigo sobre como escrever as letras japonesas, mostrando as regras gerais para escrever a maioria dos símbolos japoneses. Sugiro uma leitura nele.

O importante aqui, é que você crie suas próprias associações com suas próprias imagens. Assim, ficará muito mais fácil lembrar os significados de cada símbolo japonês e a ordem dos traços dele.

De início, este método aparenta ser mais complicado do que a simples repetição, mas com o tempo, fica muito mais fácil e divertido aprender as letras japonesas.

Caso você precise de ajuda, existem alguns livros que podem auxiliar neste trabalho. Infelizmente os melhores livros estão em inglês, mas existem alguns em português que podem ser bem úteis. Abaixo segue uma lista das minhas sugestões de livros.

  • Remmenber the kanji (1, 2 e 3)
  • Teach your self beginner's japanese script
  • Kanji de mangá (série em português)
  • Kanji pictográfico (em português)

Unindo os dois métodos para aprender mais símbolos japoneses

Uma das coisas que tenho feito nestes últimos dias é unir os dois métodos acima. Eu divido meus estudos de kanji em duas fases: Associação e repetição.

Na primeira fase, eu associo os símbolos japoneses com imagens de meu cotidiano ou desenhos criados em minha imaginação. E durante a segunda fase, simplesmente crio o hábito de treinar a caligrafia japonesa escrevendo repetidamente o mesmo símbolo japonês. Assim, consigo tirar proveito das vantagens contidas nas duas técnicas descritas acima.

Procure ler e traduzir textos com símbolos japoneses

Independente de você seguir qualquer uma das técnicas descritas aqui, é muito importante praticar a leitura e escrita de textos contendo os símbolos japoneses. Dessa forma, você acabará revisando os ideogramas que aprendeu e aprenderá muitos símbolos novos.

Além disso, pense que todo o contato com a língua japonesa é vai deixar seu vocabulário mais rico e lhe deixar mais experiente com o idioma oriental.

Lista de símbolos japoneses do jouyou kanji

Se você ficou curioso para estudar e aprender os símbolos japoneses do jouyou kanji, existe uma lista completa dos ideogramas e seus significados no língua japonesa. A lista de símbolos está dividida em séries, seguindo a mesma ordem de estudo utilizada no Japão.

Assim, você poderá aprender todos os símbolos japoneses utilizando os métodos de estudo acima e praticando a caligrafia japonesa de cada ideograma. Abaixo, segue o link para a lista completa do Jouyou Kanji.

Caligrafia japonesa com o Jouyou Kanji.

Os créditos da imagem pertencem à sushicam.

http://www.linguajaponesa.com.br/os-simbolos-japoneses-do-jouyou-kanji.html

segunda-feira, 22 de março de 2010

Conheça os principais tipos de investimento

É hora de decidir o que fazer com as economias guardadas por anos de trabalho no Japão. Saiba quais são os investimentos que combinam com o seu perfil


Poupança

O que é?
A caderneta de poupança é a mais popular e segura forma de investimento. Ela é isenta do imposto de renda e de taxas de administração, mas o seu rendimento é muito baixo. A dica dos economistas é usar a poupança apenas para acumular uma determinada quantia de rendimento para depois distribuí-la em outras aplicações.

Perfil do investidor
Devido às pequenas chances de perda, o perfil do investidor é totalmente conservador. A aplicação também é ideal para quem não tem muitas economias para investir e serve tanto para aqueles que almejam uma aplicação a curto quanto a longo prazo, mas é mais vantajoso optar por prazos maiores.

Riscos e lucros
Os riscos, nessa forma de investimento, são praticamente nulos. Os ganhos, em tese, seriam de 0,5% ao mês, mas em geral só compensam a inflação do período.

Como investir?
Qualquer banco brasileiro oferece esse tipo de produto. Para a abertura de uma conta poupança é necessário apresentar CPF, RG e um comprovante de residência fixa.

Dólar

O que é?
Mundialmente mais negociada e mais aceita, a moeda americana pode servir de refúgio para os investidores mais experientes.

Perfil do investidor
Bom apenas para quem gosta de correr riscos. Isso porque a cotação do dólar oscila muito e com muita rapidez. Se hoje a cotação está em alta, amanhã pode sofrer uma queda brusca.

Riscos e lucros
É altamente arriscado encarar o dólar como investimento. Ainda mais porque economistas preveem que a alta pela qual a moeda passa neste momento pode se reverter nos próximos meses.

Como investir?
Ter dólares guardados no bolso esperando a valorização mais alta do dia não é uma boa ideia. Mesmo porque, nenhum economista consegue prever com exatidão a cotação futura. Especular para sair ganhando com o dólar é coisa de profissionais.

A dica do superintendente executivo do Departamento de Investimentos do banco Bradesco, Marcos Villanova, é “prever a utilização dessa moeda em algum momento futuro”.

Fundos de Renda Fixa

O que é?
É uma carteira de investimentos fechada que pode ter em sua constituição, ações e outras formas de aplicação, mas é formada, majoritariamente, por fontes de renda fixa e títulos de dívida, sejam eles privados ou públicos. São descontados impostos e taxas de administração.

Perfil do investidor
A renda fixa é recomendável tanto ao investidor agressivo quanto ao conservador, como forma de garantir, ao primeiro, uma aplicação segura e, ao segundo, um investimento mais rentável.

Riscos e lucros
Os riscos são baixos. A administração dos investimentos fica a cargo do banco. Se, por um lado, isso reduz riscos de aplicações precipitadas, por outro os bancos criam taxas de serviços que reduzem os ganhos.

Portanto, se os bancos cobrarem uma taxa de administração acima de 2% ao ano, pode não ser um bom negócio ao investidor.

Como investir?
Para iniciar esse tipo de investimento, basta que o investidor tenha uma conta corrente no banco.

Renda Variável

O que é?
É uma carteira de investimentos fechada, oferecida pelos bancos, que pode envolver CDBs, RDBs, títulos públicos e outras formas de aplicação, mas é formada, majoritariamente, por fontes de renda variável, como as ações.

Perfil do investidor
O investidor em renda variável pode ser uma pessoa que anseia retornos mais altos, dispõe-se a correr riscos um pouco maiores, mas não está disposto a conhecer os mecanismos da bolsa de valores. Neste caso, o melhor é pagar para ter o serviço de administração.

Riscos e lucros
Por ser constituída, em grande parte, por investimentos mais arriscados, a aplicação em renda variável é mais perigosa que a aplicação em renda fixa. Procure os CDBs de grandes bancos, sejam eles públicos ou privados. Isso porque, se a instituição que emitiu o título quebrar, quem sairá no prejuízo será o investidor.

Como investir?
Assim como em renda fixa, a quantia a ser aplicada é combinada com a instituição financeira e ela administrará sua carteira.

Ações


O que é?
Ações são títulos que representam uma pequena fração do capital de uma empresa, negociados na Bolsa de Valores. De acordo com a performance da companhia, suas ações podem valorizar ou desvalorizar. Investir em ações significa comprar esses papéis, esperando que eles valorizem.

Perfil do investidor
O investidor em ações tem que ter sangue-frio. A ação é de alto risco, mas as expectativas de ganho são altos. É preciso ser um aplicador com boas reservas financeiras.

É uma boa alternativa para investidores de médio e longo prazo, mas segundo Marcos Villanova, “é fundamental que se tenha uma perspectiva real de longo prazo, além de conhecer os riscos e possibilidades de oscilação que o mercado apresenta”.

Riscos e lucros
O ano de 2008 não foi muito lucrativo para os investidores de ações. Devido à crise financeira, muitos perderam a metade de seu valor aplicado.

Mas economistas afirmam que a tendência é de recuperação, com a retomada da economia mundial. Apesar da perda, a Bovespa acumula alta de 233% desde 2003.

Como investir?
A compra de ações pode ser feita em instituições financeiras. Mas atenção: não aplique todas as suas economias nos papéis de uma única empresa. Diversifique e nunca haja por impulso. Também evite comprar papéis de empresas novatas na bolsa.

Fundos de Ações


O que é?
Não confunda a aplicação direta em ações com fundos de ações. Neste caso, eles têm a maior parte de seus recursos aplicada em ações.

Perfil do investidor
Assim como a compra de papéis, quem aplica em fundos de ações precisa gostar de correr riscos. É bom para quem quer colocar parte de seu dinheiro na bolsa, mas sem negociar diretamente os papéis. Não é aconselhável para aquele investidor que precisa do dinheiro a curto prazo.

Riscos e lucros
É bastante arriscado para quem precisa do dinheiro a curto prazo, já que os fundos acompanham a oscilação das ações.

Como investir?
Para aplicar em fundos de ações é preciso ter uma conta corrente em uma instituição financeira. Não retire os seus rendimentos quando houver desvalorização. Quando o mercado estiver em alta, o valor poderá ser recuperado.

Tesouro Direto


O que é?
O Tesouro Direto é um programa que visa a venda de títulos públicos diretamente a pessoas físicas pela internet. Sem o intermédio de bancos, o indivíduo livra-se de taxas de serviços.

Títulos públicos são papéis emitidos pelos governos que têm, como objetivo, o financiamento de gastos públicos. O valor mínimo a ser aplicado é cerca de 200 reais.

Riscos e lucros
Por se tratar de títulos de municípios, estados e governo federal, os riscos são baixos. Os juros altos pagos no Brasil garantem um bom retorno.

Perfil do investidor
É considerada uma boa opção para quem pretende aplicar a médio e longo prazos. É considerado um investimento conservador. A pessoa deve estar atenta aos tipos de títulos que compra, o que exige certo envolvimento.

Como investir?
O investidor deve se cadastrar em um banco ou em uma corretora de valores para ter acesso ao site do Tesouro Direto. O site oferece uma lista de títulos públicos à venda. Depois do cadastro, a pessoa deve registrar sua senha e assinatura eletrônica e, dessa forma, estará apta a comprar títulos.

http://madeinjapan.uol.com.br/2009/03/06/conheca-os-principais-tipos-de-investimento/

domingo, 21 de março de 2010

Apoio para quem volta ao Brasil


Nunca os brasileiros que voltaram ao Brasil tiveram tanto apoio para se readaptar ao País. Para vencer as primeiras dificuldades eles têm à disposição orientações, cursos e palestras em todas as áreas – psicológica, social, familiar, cultural, educacional e trabalhista – elaborados especialmente para os retornados. E o melhor: tudo é gratuito.

Para quem ficou tantos anos no Japão, o retorno é complicado. “Ao regressar, a pessoa terá de construir novos espaços no campo familiar, no trabalho e até nos locais em que estava acostumado”, afirma Taeco Toma Carignato, psicóloga psicanalista e palestrante do Ciate, com o tema “Retornando ao Brasil: criando metas e novas perspectivas”. “A família acostumou-se a viver com o vazio deixado por quem foi ao Japão, sua vaga no trabalho foi ocupada e a cidade que conhecia não é a mais a mesma”, explica Taeco. Ela diz que o primeiro passo será vencer o estranhamento do retorno, reconstruir os laços e recuperar as esperanças. “Ele precisa resolver todos os seus conflitos pessoais, sociais e familiares. Antes disso, não dá para falar em qualificação e retorno ao mercado de trabalho”, observa Taeco.

Com formação em Metafísica e Neurolinguística, as palestras de Helena Sanada, também no Ciate, visam fortalecer o retornado espiritual e moralmente. “Quem volta sente-se um fracassado. Pensa: ‘sou menos que os outros’”, observa Helena que fala sobre “Aprendendo a se ver positivamente” e “Planejamento para quem está voltando do Japão” nas palestras do Ciate. “Todos têm um potencial e uma força interna e devem usá-los para recomeçar no Brasil. Se ele próprio não se fortalecer internamente não poderá ajudar a si mesmo e muito menos aos outros”, completa Helena.

O choque cultural é outra questão enfrentada por quem volta ao Brasil. Para vencer essa dificuldade, o retornado encontra apoio no Serviço de Orientação Intercultural da USP. “Nos processos de idas e vindas ao Japão ocorrem mudanças culturais e de identidade. O retornado estranha o próprio país porque se adaptou a outro”, explica a psicóloga Laura Ueno.

Se precisar de apoio para enfrentar a vida profissional, o retornado também terá onde procurar. O Ciate oferece palestra específica para essa questão, dada pelo psicólogo Marcos Suguiura. Em “Descobrindo seus talentos – como se encaminhar profissionalmente”, ele dá as primeiras orientações para que a pessoa encontre seu caminho no mercado de trabalho. “Todos temos alguma vocação, mas nem sempre precisamos segui-la. Podemos fazer escolhas e nos dar bem”, explica o psicólogo. “O maior erro é voltar e ficar isolado dentro de casa com a família. Quem voltou precisa enxergar o horizonte e não só as paredes de casa”, observa Suguiura.

Renato Botuem, da Reduplan Alianças Estratégicas, empresa de orientação e consultoria criada há 22 anos, confirma que a volta ao mercado de trabalho é, sim, uma tarefa difícil, mas com esforço dá para chegar lá. “Muitos nem bem desembarcam e já querem um bom emprego. Comparo-os a uma pessoa que começa a treinar hoje pensando em ganhar uma medalha já na próxima Olimpíada”, diz Botuem. “Aqui, não prometemos emprego, pois quem define é a empresa. Mas um candidato preparado tem mais chances de ser contratado”, garante Botuem que tem cerca de 700 empresas parceiras, entre elas grandes multinacionais. A Reduplan é uma das únicas empresas de consultoria com foco no mercado dekassegui, e o serviço é cobrado.

A falta de objetivo também dificulta quem pensa em ter um negócio próprio. “Se você está com problema de saúde, precisa procurar um especialista e não o sujeito que lê revistas de medicina. No mundo dos negócios é a mesma coisa. A pessoa precisa procurar um profissional da área e não seguir o que dizem os palpiteiros. Empreender não é só abrir uma firma. Empreender envolve sonho, dedicação, trabalho, sacrifício, esperança”, completa o consultor.

Confira onde encontrar apoio no retorno ao Brasil

Ciate
Oferece palestras de orientação tanto para quem voltou ao Brasil quanto para quem ainda pretende trabalhar no Japão.
Rua São Joaquim, 381, 1º andar, sala 11 – Liberdade, São Paulo, próximo ao metrô São Joaquim
- Tel. (11) 3207-9014 - www.ciate.org.br

Grupo Nikkei de Promoção Humana
Desenvolve o Projeto Tadaima que oferece curso gratuito, visando aumentar a empregabilidade dos retornados.
Avenida Liberdade, 365 – Liberdade, SP (metrô Liberdade)
Atendimento: de 2ª a 6ª feira das 9h às 12h e das 13h às 17h
Tel: 11 3399-3754 / 3399-2404 - www.gruponikkei.wordpress.com

Projeto Kaeru
Oferecer trabalho de reinserção e acompanhamento das crianças na escola da rede estadual de educação.
Rua São Joaquim, 381 Subsolo (Edifício Bunkyo) – Liberdade, SP
Tel. (11) 3208-1755 - www.isec.org.br/projeto_kaeru.php

Serviço de Orientação Intercultural da USP
- Instituto de Psicologia – Universidade de São Paulo
Oferece orientação e atendimento nas questões ligadas ao choque cultural.
Avenida Prof. Mello Moraes, 1721 Bloco A, sala139 – Cidade Universitária, SP
Tel. (11) 3091-4360. Deixe mensagem com nome e telefone de contato.
- http://www.ip.usp.br/laboratorios/intercult/site/index.htm

Reduplan Alianças Estratégicas
Oferece orientação, atualização, capacitação e consultoria tanto para quem quer entrar no mercado de trabalho ou como para aqueles que querem abrir negócio próprio. A consultoria é cobrada.
Praça da Liberdade, 262, 7º andar, Liberdade – SP
Tel. (11) 3277-2001 - www.vouvencernobrasil.com.br

Fonte: http://www.noticiasdojapao.com.br/dekassegui/index.shtml